Thursday, July 21, 2005

Tal gostava de ser

Há certas coisas em mim que não gosto, que não quero e que gostaria de mudar.
humm...
Talvez se me concedessem três desejos. Só três!
Ou se pudesse voltar a trás e refazer! Não sei...
Por ventura existem tecnologias, operações plásticas, não? Ou implantes cerebrais de inteligência, memória, como na “matriz”!
AH! Que vontade de ser esse ser “Upgraded”.AH!

Todavia, ninguém dá nada sem pedir algo em troca... Desconfio que assim venha a suceder.
E se para me darem o que quero me pedirem algo de bom que tenho em troca?
E aos deuses, ao Deus, sei lá! Se lhes pedir a eles? Não será isso um acto de manifesta ingratidão?
Humm!...Melhor deixar as coisas como estão.
Afinal, brincar com deuses é só para quem ainda tem fé!
E mudar?
Ui! Algo vou ter de deixar...
É melhor como está.
Assim tal como me vejo!
Não é?

Friday, July 08, 2005

Beijos...

Beijos…?
Suaves, lentos, macios os lábios…húmidos.
Fortes, impulsivos e apaixonados!
Estudados, pensativos e pretensiosos...
Silenciosos?

- Tantos!

De todos qual o mais puro? Qual aquele desprovido de qualquer motivação que não o da própria felicidade?
- Sim, esse! O da felicidade estupidificante! O beijo indiscreto que não teme nem olha à aparência…

De todos, o mais verdadeiro é o beijo tosco.

- AH! Quando nossos lábios chocam num sorrir estampado. E os narizes roçam, cruzando…

Sunday, June 19, 2005

Uma subida ao pódio, é sempre uma subida ao pódio.

Uma subida ao pódio, é sempre uma subida ao pódio.
Está de parabéns o piloto português da Jordan Tiago Monteiro. Como se diz no futebol, “ elas contam é lá dentro”, por isso não me chateia nada o facto de terem corrido, neste grande prémio dos Estados Unidos, apenas seis carros.

Para quem não sabe, Tiago Monteiro tem uma coluna na revista GQ Portugal.
Um piloto com um curriculum muito pouco ortodoxo… ( prova plena para quem pensa que já não vai a tempo de concretizar os seus sonhos).
Parabéns Tiago, e Parabéns Portugal!

Wednesday, June 15, 2005

"Neo-realismo merdolário"

Para quem não tem asco em utilizar retretes públicas, deixo aqui uma interessante sugestão. Esqueçam as usuais revistas, panfletos ou jornais e leiam os testemunhos dos que já, pela mesma necessidade, ali estiveram sentados. É caso para afirmar o nascer de uma nova corrente literária, “ A poesia de latrina”, ou, “Literatura excremental”, ou mesmo, “Neo-realismo merdolário”.
Estes poemas, dedicatórias, citações são manifestações evidentes de um acto fisiológico de grande inspiração que sempre acompanhou o ser humano. Muitos artistas recorrem a estupefacientes ou álcool para atingirem o nirvana e a sublime inspiração, os membros desta corrente recorrem, não a artifícios, mas a um acto da mais básica necessidade humana que lhes proporciona um transe entre o limiar de prazer e do constrangimento.
Fica aqui a minha sugestão literária para esta semana e deixo um exemplo bastante elucidativo da força, conteúdo, sonoridade, forma, cor e cheiro desta brilhante corrente que ganha cada vez mais expressão no universo latrinário Português. Para que melhor se situem, foi escrita na porta de uma das retretes da Faculdade de Direito de Lisboa.


“ Sentado neste assento doutoral,
Descobri o ideal democrático,
É que aqui cheira igualmente mal
A merda do ignorante de do catedrático.”

Autor: utilizador nº 543

Monday, June 13, 2005

Eu tenho medo da morte

A morte... Como posso justificá-la perante o milagre da vida, da existência? Se a vida é o tudo, então a morte é o nada? Não há explicação que não passe pela continuidade, para uns no céu, para outros na natureza, para mim na memória...
Será por ventura mais difícil encarar a morte se durante a vida não fui amado...

"É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer.
(Eugénio de Andrade)


Será o amor o que nos prende à terra? Ou será antes, o medo do nada? Ou do inferno? Do desconhecido?"

Eu tenho medo da morte.
Tenho medo porque não amo a ciência nem a natureza. Passo pelas coisas com a leviandade de quem nada teme.

- AH!
- Quero sentir o pânico no sangue!
- Quero corar todos os dias ao olhar para ti!
- Quero amar tudo, todos! Mas simplesmente amar!

O esquecimento rouba-me as imagens que não temo, por nada me afectarem! E no leito da morte olharei para trás com remorso por saber que as imagens que não temo, as que já não tenho, as esquecidas, eram as mais importantes.

Para um poeta como Eugénio de Andrade e um político como Álvaro Cunhal a morte não é temível.
Hoje e amanha permanecem na minha memória…Nas páginas dos livros que folheio… Nas imagens que gostava de ter...

É o amor por uma causa que faz derrotar o eterno medo do infinito, do nada...
É o amor que nos justifica a existência.

E se a morte vier e o amor permanecer?
Venha mais uma morte!
Na memória nos encontraremos...

Monday, May 23, 2005

Da dor.

Qual é a pior dor?
Amor, tristeza ou orgulho?

Sunday, May 15, 2005

Revolta...

Revolta!
A dor que sinto não é minha, é emprestada.
É dor de quem?
Que sofrimento é este que me assola a noite…
Onde está afinal o mal que tenho? Está dentro de mim?
Se está dentro de mim, que saia já! Não quero responder por essa parte, ela que me abandone e com ela leve todos os actos que não quero lembrar… que não sei se sonhei ou passei… mas eles assombram-me, eles assombram-me…

Quero pensar por mim e não quero aderir a nenhum preconceito, paradigma ou doutrina!
Não quero concluir nada, de nada!
Não quero julgar ninguém!
Longe de mim querer comparar o que quer que seja pois já aí estaria a diminuir uma parte e favorecer outra!

Onde se esconde a verdade dentro de nós?
Ela está lá. Eu sei que está!

Sai, merda!
Sai!

Vai-te embora, ouviste!
Vai!
Vai…